Caso seja pego pela Rádio Patrulha é só ligar para o Governador que imediatamente chegará ajuda (isso, claro, se tratando de filho de deputado)
Caso seja pego pela Rádio Patrulha é só ligar para o Governador que imediatamente chegará ajuda (isso, claro, se tratando de filho de deputado)
Olho d’Água das Flores + 18
por Celio Gomes
A investigação que levou à cadeia, em setembro passado, nove pessoas ligadas à Prefeitura de Olho d’Água das Flores, acusadas de fraude em licitações e superfaturamento de obras, é muito mais abrangente – não se deve esquecer. (Os indiciados foram soltos alguns dias depois, por meio de habeas corpus).
O município do Sertão é somente um entre os 19 alvos do arrastão do Ministério Público Estadual. Cinco meses antes da Operação Primavera, que capturou os suspeitos, houve a apreensão de documentos e notas fiscais do esquema que contava com o vereador Tarzan. As notas eram fornecidas por ele a um pacote de prefeitos, numa prática consagrada de ponta a ponta no Estado.
O caso de Olho d’Água está no âmbito da Justiça, e os promotores do Gecoc (do Ministério Público) acompanham. As demais prefeituras, no entanto, não foram esquecidas. As promotorias municipais foram orientadas pelo MP a mover as ações cabíveis para que todos sejam denunciados à Justiça. Afinal, estaríamos diante de um único grande esquema, com dezenas de sócios. Nesse pacote, confira as 19 prefeituras à espera de uma sentença:
Olho d’Água das Flores.
Jaramataia.
São José da Tapera.
Pão de Açúcar.
Senador Rui Palmeira.
Maravilha.
Piranhas.
Carneiros.
Major Isidoro.
Santana do Ipanema.
Monteirópolis.
Palestina.
Olivença.
Poço das Trincheiras.
Jacaré dos Homens.
Batalha.
Dois Riachos.
Cacimbinhas.
Mar Vermelho
Fonte: Blog do Célio Gomes
Neste dia 06 de dezembro, em que os alagoanos comemoram dois anos da maior operação de combate a corrupção no Estado, a Operação Tatutana, nós trazemos um texto do amigo poeta riograndense, de Santa Maria, André Sesti Diefenbach.
Este texto foi classificado entre os melhores, no Prêmio Cidade de Porto Seguro.
O CORRUPTÔMETRO...
Lamento, profundamente, não ser um bom conhecedor de química, física e biomédica pois, se o fosse, dirigiria minhas pesquisas para um invento dos mais úteis à população brasileira: – o CORRUPTÔMETRO!
Um aparelho que teria os moldes do etilômetro, vulgarmente conhecido como “bafômetro”, para que os candidatos, antes das eleições, fossem obrigados a soprar no canudinho, o qual apontaria a existência de falcatruas e safadezas de todo o gênero em suas vidas pregressas e indicaria as suas eventuais fraquezas de caráter. O que quer que fosse detectado seria encaminhado ao Juiz Eleitoral que cassaria a candidatura do sujeito.
Também inventaria uma variante, nos moldes dos radares eletrônicos, que seriam instalados nos corredores de Brasília e que sinalizariam qualquer “avanço” indevido no dinheiro público e aplicariam uma multa com o dobro do valor da “velocidade” marcada e como pena assessória ainda reteriam, instantaneamente, a carteira para “dirigir” gabinetes palacianos, transferindo o autuado para um novo e bem arejado cubículo, com direito a uma hora de banho de sol diário e escolta ininterrupta por uns dez anos, pelo menos.
Mas, como sou incapaz de fazer isso tudo espero, sinceramente, que algum dia a maioria dos votantes deste país passe a ler jornal, ao invés de utilizá-lo somente para fins higiênicos.
Fonte Blog O Poeta
Alagoas lembra hoje os dois anos de um triste episódio de sua história.
O dia em que a Policia Federal deflagrou a Operação Taturana.
O dia em que bandidos da mais perigosa estirpe foram presos, lavando a alma dos alagoanos que ainda acreditam em dias melhores.
O dia em que os alagoanos ficaram sabendo de um dos maiores golpes dado no erário, via Assembleia Legislativa. Foram mais de R$ 300 milhões roubados.
Para que não caia no esquecimento, este blogue, que durante esses dois anos divulgou e denunciou tudo em relação a OT, traz um relato de quem viveu, mais do que ninguém, o momento da prisão dos meliantes. O delegado da Polícia Federal, e ex-superintendente da PF em Alagoas, José Pinto de Luna é tido pelos alagoanos como um símbolo desta passagem, triste, mas necessário para Alagoas.
A operação que marcou Alagoas completa 02 anos. Taturana vira alguma coisa?
por Pinto de LunaPor volta das 06hs30min do dia 06 de dezembro de 2007, saí de uma pousada na Jatiúca, onde estava hospedado temporariamente, com destino à sede da Polícia Federal.
Havia apenas dois dias que tinha tomado posse como Superintendente aqui em Alagoas.
No trajeto percebi várias viaturas e policiais federais transitando pela orla. Alguns diligenciavam em edifícios luxuosos na praia da Ponta Verde. Liguei o rádio do carro e os locutores estavam num verdadeiro delírio, dando notícias a cada minuto sobre o que estava acontecendo na cidade de Maceió e no interior do Estado.
Era o desencadeamento da Operação Taturana!
Ao chegar na PF percebi que aquela operação policial não seria mais uma, igual a tantas outras que tinha participado ou coordenado. Algo me dizia que seria diferente. E realmente foi...
Aquelas pessoas presas que chegavam algemadas a todo instante nada significavam para mim, pois eram apenas, e tão somente, mais alguns criminosos.
Mas algo cheirava diferente, uma vez que até os colegas lotados aqui aplaudiam e se abismavam com a ação policial, fazendo coro aos populares, advogados e repórteres que entupiam a frente do prédio da superintendência.
Que loucura!
Lembram-se daquele dia?
Pois é... Hoje sei a importância que a Operação Taturana teve para Alagoas. Acho que foi pelo fato de ter fixado residência aqui e me aprofundado no perfil de cada um dos incriminados, principalmente aqueles tidos como violentos.
Dizem que o povo tem memória curta, mas devido aos nomes de batismo das operações, os indiciados sempre são lembrados.
Lá vai um Taturana!
Aquele é Sanguessuga!
Esse sofreu a ação da Navalha!
Olha o Gabiru aí gente!!!
Mas até com os nomes das operações tão querendo acabar. É que o STF sugeriu que os magistrados não fizessem menção aos apelidos no transcorrer dos julgamentos, pois isso poderia levar a um juízo de valor precipitado. São os efeitos da Democracia...
Mas tá valendo!
Gostaria de cumprimentar e parabenizar a todos que trabalham na PF pelos bons resultados apresentados à sociedade brasileira e alagoana. Parabéns aos Delegados Janderlyer Gomes e Daniel Granjeiro pelo espírito de liderança e compromisso com a causa pública, não esquecendo a participação da valorosa equipe que trabalhou exaustivamente na Operação Taturana, que completa dois anos...
Taturana vira borboleta???

LULA - O FILHO DO BRASIL
NÃO VI E NÃO GOSTEI
Raul Longo
Depois de gritar com o delegado Robervaldo Davino, Antonio Albuquerque responde ao jornalista Davi Soares do jornal Gazeta de Alagoas que “ousou” lhe perguntar sobre os berros, veja a resposta: “O senhor está ouvindo demais para o meu gosto!”, em seguida, ao perceber que estava sendo fotografado, completou: “Ah, era bom uma munhecada”.
Isso tudo aconteceu dentro de uma delegacia, imaginem, lá no covil do deputado.
Antônio Albuquerque dispara: prisão do filho foi armação e policiais agiram com truculência
Deputado ainda chamou jornalista de 'elemento desqualificado'
por Anna Cláudia Almeida
Em entrevista ao radialista França Moura, durante o Programa Cidadania, da Rádio Jornal, o deputado estadual Antônio Albuquerque comentou a prisão do filho na tarde desta sexta-feira (04), acusado de porte ilegal de arma.
Nivaldo Ferreira de Albuquerque Neto, 21 anos, foi preso numa blitz da Radiopatrulha, quando voltava da faculdade. No carro em que o rapaz estava, os policiais militares encontraram uma pistola PT 380, com 18 munições, pertencente ao parlamentar.
Para Albuquerque, este fato faz parte da perseguição política que vem sofrendo há dois anos no Estado e saiu em defesa do filho. “Tenho três filhos, sendo dois homens e uma mulher. Eles são exemplos de comportamento, nunca estão em shows, boates, bares... Eles são as razões da minha vida”, disse o deputado.
Antônio Albuquerque fez críticas a forma que os policiais realizaram a abordagem com Nivaldo Neto. “Meu filho voltava da faculdade e foi vítima de agressão e tortura. Vou tomar todas as atitudes cabíveis”, disparou.
O parlamentar contou ainda a versão para a arma ter sido encontrada com o filho. Albuquerque disse que na manhã de ontem havia viajado na caminhonete pertencente ao filho, sem avisá-lo. O jovem, ao acordar, seguiu para a faculdade onde faria provas no carro Gol, que pertence ao deputado. Na volta, ainda de acordo com Albuquerque, o rapaz, que estava com dois amigos no carro, foi surpreendido por uma blitz a 500 metros de sua residência.
“Os policiais mandaram meu filho e os amigos descerem do carro. Foi obrigado a colocar as mãos na parede, ficou com pistola na cabeça. Os policiais começaram a revistar o carro, reviraram os cadernos deles e encontraram embaixo do banco do motorista a pistola, que eu havia deixado lá no dia anterior. Meu filho não sabia que a arma estava lá”, explicou.
Antônio Albuquerque se mostrou indignado com a atuação dos policiais. Ele disse que o filho foi tratado com um criminoso. “Meu filho foi algemado e jogado na mala do carro. Os policiais saíram em contramão pelas ruas, indo a várias delegacias. Meu filho ainda está com as marcas das algemas no punho”, disse indignado.
A ação dos policiais foi bastante criticada pelo deputado, que insinuou que a blitz montada próxima a sua residência pode ter sido uma armação. “Depois que fizeram a prisão do meu filho, retiraram os cones e foram embora. Os policiais ainda saíram ligando para a imprensa para passar a informação da prisão”.
Irritação com repórter
Ao chegar à delegacia do 4º Distrito Policial para pagar a fiança e conseguir a liberação de Nivaldo Neto, Albuquerque se deparou com vários jornalistas que queriam uma declaração do parlamentar sobre a prisão do filho. O deputado confirmou a imprensa que a arma pertencia a ele e que os fatos seriam esclarecidos a polícia.
Trancado no gabinete do delegado titular da distrital, Robervaldo Davino, vários gritos podiam ser ouvidos pela imprensa, quando Albuquerque dizia em voz alta que o rapaz não era um bandido e que a arma pertencia a ele e que sairia do local com ela. Ele também gritava que estava sendo vítima de perseguição política.
Ao deixar o local, Albuquerque se irritou com a pergunta do jornalista Davi Soares, repórter do Jornal Gazeta de Alagoas, sobre os gritos do parlamentar. Como resposta, o deputado elevou a voz e agrediu verbalmente o jornalista.
Sobre o fato, o deputado comentou durante a entrevista que o profissional não tinha condições de trabalhar na área. “Esse rapaz é um mentiroso, um elemento desqualificado, irônico e não tem condições nenhuma de trabalhar como repórter. Quem faz ironia recebe ironia como resposta. Com certeza é um tipo de profissional que é financiado por alguém”, finalizou.
Fonte: Cada Minuto
Do Blog do Mello
Por que cancelei minha assinatura do UOL e incentivo você a fazer o mesmo.
Algumas vezes durante os últimos tempos tive vontade de cancelar minha assinatura do UOL. Não o fazia, porque queria ter acesso ao material completo da Folha, especialmente para criticá-la por dentro.
Quando houve o infame caso da ditabranda (leia Ditabranda abriu a caixa de Pandora da Folha), pensei que havia chegado o momento. Mas refleti, achei que deveria continuar a ter acesso às reportagens na íntegra, até para usar a Folha contra a Folha. Um jornal que se diz democrático, mas está cada vez mais autoritário e se transformando (como afirmei há quase dois anos aqui) na Veja do jornalismo diário.
Mas pensava isso tudo na suposição de que o jornal ainda tivesse alguma relevância, que vendesse centenas de milhares de exemplares em banca, além dos exemplares dos assinantes.
Agora, juntaram-se dois fatos que me fizeram rever minha posição e finalmente cancelar minha assinatura do UOL e colocar esses dois banners ( ATUALIZAÇÃO: Folha e UOL ameaçaram o criador dos banners, Antonio Arles, do Blog Arlesophia, com um processo, caso não retirasse as imagens da Folha e do UOL dos banners. Mais um motivo para você cancelar sua assinatura do UOL ou da Folha. Não alimente o PIG.) aqui no blog solicitando que todos façam o mesmo: o infame artigo de Cesar Benjamim e a ridícula venda de pouco mais de 20 mil exemplares em banca da Folha.
Segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC) a Folha é o vigésimo quarto jornal em venda avulsa na lista dos 97 jornais auditados pelo instituto, atrás do Estado de S.Paulo, em 19o lugar e O Globo, em 15o lugar. Somados os três mais influentes jornais brasileiros têm uma venda avulsa de quase 96 mil exemplares diários, o que corresponde a magros 4,45% dos 2.153.891 jornais vendidos diariamente em banca nos primeiros nove meses de 2009. (íntegra aqui)Se os ex-jornalões somados não conseguem chegar a 5% das vendas em banca...Então, que eles e seus assinantes continuem ladrando, enquanto a nossa caravana passa.
Baixe para seu computador e suba para seu blog ou rede social.
"É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles." Vladimir Lênin
HÁ OITO ANOS NÃO ACONTECE CONCURSO PÚBLICO EM SANTANA.
DE FORMA ILEGAL AS REPARTIÇÕES PÚBLICAS ESTÃO INCHADAS DE
ASSESSORES, PRONTOS PARA SERVIREM DE CABOS ELEITORAIS EM
SUCESSIVAS ELEIÇÕES.
POR ISSO ESTE BLOG DEFENDE:
Bertold Brecht
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